Situações extremas despertam nas pessoas atitudes extremas - tanto para a sombra como para a luz.
No dia 8 de fevereiro, tive um problema grave em família. Minha mãe teve uma hemorragia severa, com sérias consequências, e o quadro foi agravado pelo fato de ela estar sozinha em casa (minha irmã, que mora com ela, por uma coincidência, estava viajando na ocasião, e eu não moro na mesma cidade que elas). Não cabem aqui detalhes técnicos do quadro. Importa apenas o fato de que tudo evoluiu bem, e ela está se recuperando.
E importa principalmente relatar o quanto o concurso de pessoas solidárias concorreu para este resultado favorável. Até que eu conseguisse pegar um avião e chegar até ela, um casal de amigos abriu mão de seu sono, de seus compromissos, de sua rotina, para assumir integralmente a responsabilidade de socorrê-la adequadamente. E o fizeram tão bem, que, quando finalmente cheguei, a situação já estava sob controle. Salvaram a vida dela. Não bastasse isso, me acolheram e deram todo o suporte (de transporte, e de infra-estrutura doméstica para ter onde tomar um banho e fazer uma refeição) até que minha irmã chegasse à cidade. E ainda continuaram ajudando com o que foi necessário depois... Pura solidariedade totalmente desinteressada. Pessoas que pautam suas vidas seguindo DE FATO valores cristãos .
Creio que isso só pode ser a Mão de Deus - e não vou mudar de idéia, porque a Fé é um Dom. Não só recebi esse auxílio fantástico deste casal, como um número grande de outras pessoas ajudou como pôde: com dinheiro (pois precisei levantar com urgência uma quantia grande, de que não dispunha) e com contatos (meu marido acionou um amigo que é superbem relacionado, e nos proporcionou os melhores médicos disponíveis), meus colegas cobriram minha ausência no trabalho sem uma reclamação (já que eu telefonei para o pessoal meio assim: " Estou entrando num avião, não sei quando volto, se virem sem mim"), e uma rede de apoio se formou com diversas ações pontuais mas essenciais. Tudo simplesmente por respeito e amizade. Tanto a agradecer...
E tanto a refletir... Terei eu sido solidária assim quando outros precisaram? Teria agido assim, no lugar deles? O que é a vida se não pudermos contar com uma mão amiga nos momentos difíceis? Que lição temos a aprender de tudo isso?
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